Uma Review de The Angels Take Manhattan

Então, uau. Que final de era. Tivemos risadas, tivemos lágrimas, mas principalmente tivemos uma realmente ótima noite.

É dificil saber por onde começar este review. Desde o inicio estava claro que este episódio seria de arrebentar o coração. Mesmo se você tivesse vivido sob uma rocha pelos últimos quarenta anos e não soubesse que este seria o episódio de despedida de Amy e Rory, mesmo assim perceberia desde o início a qualidade do episódio e quão bem cuidado ele foi. O ambiente da fabulosa Manhattan e seus gloriosos anos 30; parece que a produção do programa se esforça mais quando as locações são grandes e importantes como esta. Talvez como o episódio duplo “The Impossible Astronaut”/”Day of the moon”, tudo aqui estava um pouco mais bonito. As cenas da cidade foram lindas e elegantes, com grandes planos, como a ponta do iceberg para o mais belo Titanic do episódio, a saida triunfal dos Ponds.

A virada de um episódio essencialmente normal dos Anjos Lamentadores em algo muito mais triste e sombrio veio com o pulso quebrado de River. Foi um momento marcante tanto para a personagem quanto para o público, que engasgaram junto com a inevitabilidade do futuro. De maneira estranha, embora pessoas normalmente morram em Doutor Who, eles raramente se machucam. O Doutor sempre protege completamente ou completamente falha, e como River apontou pessoas raramente se “machucam” de fato (embora emocionalmente possa ocorrer). Isso foi diferente. Isso foi grotesco.

Mas voltemos a saida dos Ponds. Seu suicidio conjunto foi inacreditável. Vimos repetidamente que Rory morreria por Amy, mas foi neste episódio que vimos quanto Amy cresceu, que agora ela morreria por ele também. Em contraste com o visto em “The Power of Three”, onde ela ainda ama platonicamente o Doutor, Amelia é uma madura e amorosa esposa agora, e seu mundo começa e termina com Rory. O pedido dele para que ela o empurasse foi agonizante, e só ficou mais marcante. Mesmo aqueles entre nós que sabiam que eles sairiam de maneira trágica nos sentimos aliviados quando o paradoxo se resolveu; pensamos que talvez aquela tristeza de que todos falavam estaria terminada, e que eles poderiam viver felizes para sempre, apesar de tudo. O choque foi muito maior com o que aconteceu em seguida.

Mesmo com o pouco tempo entre a exibição do episódio e esta escrita, já ouvi opiniões do tipo “bem, não foi tão triste quanto em ‘Doomsday'”. Talvez não, mas acredito que só parece assim porque há um tipo de tristeza diferente para o amor como foi mostrado e que não se compara com nada a mais. O triunvirato de cortar o coração de Amy: inevitabilidade, medo e luto; River silenciosa mas com seu coração partido; e o Doutor, agonizando, sem esperança e aterrorizado por ficar sozinho e perdê-la, foi algo mais. Foi uma cena excepcional de todos os envolvidos, dos dois lados da câmera. Foi brilhante ver o cenário onde uma vez o Doutor amou seu companion muito mais do que o contrário. Aquele amor que se foi para sempre.

Foi um lindo e criativo episódio, inteligente e de cortar o coração. Como vocês tem visto e se tiverem acompanhado meus reviews dessa série, enquanto em todos os episódios até agora nós tivemos pontos altos, sempre achamos algumas falhas aqui e ali. Nenhum tinha sido tão perfeito quanto este. Poderia continuar escrevendo e escrevendo sobre quão maravilhoso tudo foi, mas é suficiente dizer que este foi a saida que os Ponds, os melhores companions do Doutor, realmente mereciam.

E não poderiamos deixar de notar a impressionante e maléfica Estátua da Liberdade. Fabulosa.

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