REVIEW CLÁSSICA: Arco 021 – The Dalek’s Masterplan

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Depois de uma pausa na Grécia Antiga para nos despedirmos de Vicki (melhor companion do primeiro Doutor rs), retornamos a Kembel para dar continuidade a história iniciada lá em “Mission To The Unknown”. “The Dalek’s Masterplan’ é o maior arco da série clássica de Doctor Who sendo composto por 12 episódios, que foram exibidos entre 13 de novembro de 1965 a 29 de janeiro de 1966. Além disso, o arco guarda marcas como a primeira vez que uma companion morre na série, o primeiro episódio de natal, primeira e por mostrar dentro de um único arco a estreia e a despedida de duas companions. Não obstante, o arco tem uma jornada épica ao longo do espaço-tempo para impedir o plano dos Conselheiros Galáticos, em especial os Daleks, de dominarem o sistema solar.

Apesar de os Daleks serem nomeados como os grandes vilões do arco, somos apresentados a um humano chamado Mavec Chen que se alia aos Conselheiros Galácticos para ajudar no plano de dominação do Sistema Solar. Mavec Chen é o guardião da Terra e provém aos Daleks um mineral chamado Taranium necessário para a ativação do Time Destructor, capaz de devastar mundos acelerando ou revertendo o tempo. Com essa barganha, o guardião humano se torna uma peça fundamental para o plano dos Daleks, fazendo com que esse mineral e dispositivo se tornem alvo do Doutor para impedir a destruição da Terra. Durante o desenrolar do arco acompanhamos uma caçada hora mais frenética, hora mais parada, pelo espaço e até mesmo pelo tempo por esses artefatos, que migram de mão em mão, com diversas reviravoltas até a sua utilização final em Kembel. Ainda nesses 12 episódios, temos espaço para o retorno do Monge, um antigo inimigo do Doutor que apareceu no último arco da primeira temporada e que teve sua TARDIS avariada pelo Doutor ficando preso no século XI. O Monge retorna com desejo de vingança, entretanto sua ameaça não dura muitos episódios, sendo apenas mais um percalço no caminho do Doutor. O que não invalida sua presença no arco, mesmo não sendo um grande antagonista para o primeiro Doutor, o Monge se mostra uma grande pedra no sapato com uma dinâmica bastante interessante com o Doutor, que infelizmente não foi mais explorada na série. Acho o Monge um vilão bastante interessante, com motivações que se bem trabalhadas poderiam fazê-lo um grande Nemesis para o Doutor afinal de contas, lidar com alguém que quer fazer alterações na história ao seu bel prazer numa série sobre viagem do tempo é uma ótima pedida. Afinal de contas as vezes é necessário fugir um pouco dos planos de dominação e/ou exterminação de raças ou mesmos vilões que só querem ver o circo pegar fogo.

O arco é repleto de personagens que vem e vão na história. O Doutor chega em Kembel com Steven e Katrina, que era uma serva na Grécia antiga, entretanto não estava muito ciente do que estava acontecendo de fato e tinha uma visão muito inocente, quissá até meio lúdica sobre os acontecimentos. Katrina, assim como no arco anterior, não dura muito e logo somos surpreendidos com sua morte em um ato de sacrificio, que sem tempo para nos afeiçoarmos por ela acaba que não é uma morte tão sentida. Ao mesmo tempo, vemos pela primeira vez a série quebrando seus paradigmas matando uma companion do Doutor, fato que se repete mais uma vez nesse arco. Após a morte de Katrina, Sara Kingdom passa a acompanhar o Doutor e Steven pelo resto do arco, mas seu destino é tão cruel quanto o da Companion anterior e ela morre após a ativação do Time Destructor em Kembel no último episódio. Sara é uma agente espacial que inicialmente começa trabalhando para Mavec Chen, e segue fielmente as ordens que lhe são passadas, chegando ao ponto de matar seu próprio irmão. Ao decorrer do arco, ela começa a questionar seu comandante e passa a ajudar o Doutor a impedir que o Taranium retorne para as mãos dos vilões.

O arco apesar grande e estar em sua grande maioria em reconstrução, salvo apenas 3 episódios, é uma boa pedida para os fãs de Doctor Who. O enredo e a trama são bem trabalhados e a história tem um ritmo interessante, com boas reviravoltas, além de ser ousada em alguns momentos (sim, estou falando das baixas tidas no time dos mocinhos). Acho que para a época e para o programa, foi um projeto bastante ambicioso, que obviamente esbarra em dificuldades técnicas e no estilo de roteiro da época que travam um pouco o êxito da história. Mas ainda assim, o maior obstáculo para assistir esse arco é o fato deste estar disponível em recon que compremete bastante a experiência. Fica a dica para a BBC um dia animar este arco que seria um grande ganho para os fãs de Doctor Who de todo mundo. E você curtiu a Review e ficou com vontade de ver ou rever o arco, ele está disponível aqui.

O próximo episódio marca a estreia de mais uma companion, Dodo Chaplet, que acompanhará o Doutor e Steven pelos próximos arcos da terceira temporada. E seu arco de estreia “The Massacre of St Bartholomew’s Eve” é mais uma histórico e que vocês poderão acompanhar a review com a Denise na próxima semana, e para se prepararem para esta review é só baixar o arco aqui.

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