Entrevista de Jodie Whittaker: de Broadchurch para a Tardis como a primeira Doutora

Não haverá Daleks, nem Cybermen – e teremos uma mulher fazendo o papel principal em Doctor Who. Jodie Whittaker, a 13ª Senhora do Tempo, fala com Andrew Billen sobre o evento televisivo do ano.

Entrevista de Andrew Billen para a The Times Magazine. Em 8/09/2018

Dois dias antes de nos encontrarmos em escritórios próximos à Broadcasting House em Londres, a nova Doutora deu uma palestra na Somerset House sobre seus filmes favoritos. Jodie Whittaker olhou para a platéia e lá na fila da frente estava um jovem fã vestido de Doutor – não o último doutor, o rock star pomposo de Peter Capaldi, nem qualquer um de seus 11 antecessores, mas a sua Doutora, a novata que se materializará em nossas telas no mês que vem depois daquele vislumbre tentador que nos foi concedido no Natal. E o melhor disso era que a criança era um menino. E Jodie Whittaker, obviamente, não é e nunca foi famosa.

“Perguntam muito sobre garotas me admirando como a primeira Doutora”, ela me diz com certa paixão, “mas tão importante quanto isso são meninos admirando as mulheres”.

Já tem um ano e um pouco desde o anúncio de que ela seria a sucessora de Capaldi e, apesar de ser uma pessoa privada, ela ainda aproveita a agitação.

“É um daqueles trabalhos, sabe? Você tem que aproveitar cada momento ou você está na área errada. Quero dizer, vai ser bom ser a primeira mulher a fazer algo assim, mas também é emocionante saber que não terá o mesmo impacto no futuro. Eu sou apenas outra pessoa que interpreta o Doutor e o Doutor é um alienígena, por isso estou tão qualificada quanto qualquer outra pessoa para desempenhar esse papel – o qual é totalmente amplo.”

Ela tem apenas um coração, eu digo, esfregando-o; o viajante do tempo de Gallifrey tem dois.

“Eu só tenho um coração. Eu sou apenas humana e chata. É claro que eu sou uma mulher também e, obviamente, as pessoas respondem ao personagem em alguns cenários como uma mulher. Pode haver certos momentos em que isso tem um efeito, mas me perguntaram uma vez: “Você está interpretando como uma mulher?” e eu pensei, “Oh meu Deus!” Eu não posso imaginar David [Tennant] respondendo a pergunta ‘Você está interpretando o Doutor como um homem?´”.

Então, à luz da janela, está a mulher que será no próximo mês o 13º Doutor(a) – a menos que você conte o Doutor da Guerra de John Hurt (e não vamos entrar essa polêmica). Ela tem 36 anos e é mais conhecida como a mãe desolada do adolescente assassinado em Broadchurch, da ITV, na qual Tennant, o décimo Doutor, era um detetive. Ela tem cabelo loiro de comprimento médio, raízes visivelmente escuras e um sotaque de Yorkshire pelo qual fala sem parar.

Se pudesse viajar no tempo e espionar minha infância, talvez até ir para o sábado de 23 de novembro de 1963 – 24 horas depois de JFK ter sido assassinado e no dia do primeiro episódio de Doctor Who – eu me pergunto se encontraria um menino tão aberto à eventual transfiguração do Doutor como aquele garoto em Somerset House. A única semelhança entre a Whittaker que conheço e o ranzinza Doutor vitoriano, interpretado por William Hartnell, é o cabelo penteado para trás e as roupas pretas (jeans da Diesel e camiseta da Converse, no caso dela; no dele, uma sobrecasaca vitoriana). Obviamente, 55 anos depois, estou bem com isso. Como pai de meninas, mais do que bem. Era, como Whittaker diz, o lugar óbvio para a série ir.

Talvez não tão óbvio, na verdade, naquele primeiro café que ela teve na primavera de 2017 com Chris Chibnall. Chibnall, escritor de cinco episódios de Doctor Who, foi anunciado no ano anterior como novo showrunner da série, em sucessão a Steven Moffat. Ele tinha, em 2013, escalado Whittaker como Beth Latimer em Broadchurch, que ele escreveu, e tinham acabado de terminar o tour de publicidade para sua terceira temporada. Agora, ele disse-lhe, estava cancelando todos os outros projetos para se concentrar na série de ficção científica de maior duração da televisão.

É importante lembrar aqui que Whittaker, nascida em 1982, é da geração “Sem Who”. A BBC cancelou a série quando ela tinha sete anos. Foi revivido para um único filme de TV quando ela tinha 14 anos, época em que duvido que ela se importasse com, isso, e não foi tão sucesso assim. Na época em que a espaçonave do Doutor, a Tardis, se rematerializou com sucesso em nossas telas em 2005, Jodie tinha 23 anos, se apresentava no Shakespeare’s Globe e estava prestes a receber indicações como a novata do ano por seu papel em Venus ao lado de Peter O’Toole. Sua única conexão íntima com a série viria em 2010, quando ela foi rejeitada para uma participação especial no episódio de abertura de Matt Smith como o 11º Doutor.

Talvez tenha sido com alguma casualidade, então, que no café onde ela supôs que estavam apenas para jogar conversa fora, ela brincou com Chibnall: “Posso ir? Eu posso ser um alien? Posso interpretar uma malvada?”.

“E ele ficou tipo: ‘É engraçado você falar sobre isso, porque na verdade eu queria falar com você se gostaria de fazer um teste para interpretar o Doutor’“.

De repente, pareceu uma ideia muito boa.

O papel não era dela, no entanto. A oferta foi para audição para formar uma lista de mulheres pré-selecionadas. As audições foram difíceis, “e com razão”. Ela foi chamada de volta, mas visto que estava filmando o drama médico Trust Me em Glasgow, teve que gravar as cenas extras em seu iPhone em seu apartamento alugado.

“Quando descobri que tinha conseguido o emprego, comecei a chorar. É um grande negócio e essa foi minha reação. Posso chorar de alegria e posso chorar de tristeza. Posso ser cheia de emoções em poucos segundos.”

O Doutor sempre foi, até agora, um personagem emocionalmente inarticulado. Isso significa…

“Não há lágrimas na minha Doutora, não. Isso seria uma declaração enorme”.

Aceitar o trabalho do Doutor é fazer um pacto de silêncio. Ela não podia contar a ninguém, além de seu agente e de sua família, embora ela escondesse as notícias de seu pai, porque ele é um tagarela. Sua primeira tarefa, novamente conduzida em sigilo, era trabalhar no que ela vestiria, cada Doutor é definido em parte por seus trajes. Ela conheceu o figurinista, que examinou as imagens com as quais ela havia bombardeado Chibnall no WhatsApp.

“Havia centenas. Bem, não centenas, mas 20 ou 30 fotos que enviei. Uma delas era uma mulher de calças, suspensórios e botas, e uma camiseta preta e branca. Ela tinha uma espécie de cabelo bagunçado que não tinha um comprimento específico. Não era curto; nem longo.”

O visual da nova Doutora é em grande parte uma extrapolação disso. Cada detalhe, aparentemente, tem um significado que será revelado. Então uma saia estava fora de questão?

“Não haveria razão, porque não é prático para correr por aí. Por que você usaria uma saia ou um vestido?”

Sua escolha foi divulgada em um curta na BBC One após a final masculina de Wimbledon ano passado. Nós a vimos – ou, nesse estágio, ainda possivelmente ele – andando por uma floresta usando um longo casaco sobre um capuz. A reação, quando ela o removeu, foi surpreendentemente positiva. Theresa May estava a favor. Colin Baker, o sexto Doutor e o primeiro a ser demitido (Hartnell foi afastado do papel por razões de saúde), disse: “A BBC realmente fez a coisa certa.” Alguns fãs juraram nunca mais assistir. O quinto doutor, Peter Davison, argumentou que os meninos haviam perdido uma referência.

O teaser, no entanto, não deu nenhuma pista sobre como seria sua Doutora. No dia seguinte às filmagens, ela estava nos estúdios da BBC para filmar sua cena de regeneração para o episódio de Natal. Também foi o primeiro dia de Chibnall.

“Para nós no set foi muito emocionante, porque ele é um grande Whovian e esses foram os primeiros passos; era ele vendo o que havia escrito para o Doutor na tela, e eu fazendo minha primeira aparição como Doutora. Tive um momento: eu estava na Tardis de outra pessoa, estava fantasiada de outra pessoa e estava prestes a substituir 12 pessoas, ou 13, dependendo de como você conte.”

Fotografias do traje da Doutora foram lançadas em Novembro, mas naquela primeira cena ela ainda estava nos trajes de Capaldi. Os escassos 60 segundos que se seguiram continham pelo menos uma pista: quando falou, ela disse: “Aw, brilhante!” Em amplo sotaque de Yorkshire.

“Em processos de audição eu sempre pergunto: ‘Qual sotaque você quer que eu faça no teste? ‘, e Chris disse, sem hesitação, ‘quero que você use sua própria voz’. Não foi, ‘eu quero um sotaque do norte’. Foi apenas: ‘Use sua própria voz ‘.”

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A maneira como Whittaker soa é como eles falam em Skelmanthorpe, a vila a 14 quilômetros a sudeste de Huddersfield, onde ela foi criada e onde sua nomeação como uma Senhora do Tempo foi uma notícia tão grande que o açougueiro construiu um Tardis fora de sua loja. Os moradores locais chamam a aldeia de “Shat”, de estilhaçadores, o trabalho que tiveram nos primeiros dias da construção da ferrovia: despedaçando pedras. Quando um táxi a pega na estação, o taxista sempre pergunta se ela é “uma moça Shat”. “Sim, eu sou, sim.”

Seu pai tinha um negócio de janelas. Sua mãe é enfermeira. Ela foi para a Shelley College e chegou à Escola de Música e Teatro de Guildhall, extremamente defensiva sobre sua educação.

“Eu tinha um complexo de inferioridade. Particularmente sobre Shakespeare, porque aos 20 anos, sem nunca ter lido, eu achava aterrorizante.”

Agora, pensei, ela poderia interpretar Hamlet?

“Eu estaria mais interessada em Macbeth, porque não sou racional. Movo-me a partir daqui [ela aponta para o estômago], não [batendo a cabeça] daqui.”

Ela se formou em 2005 e foi imediatamente escalada para o The Storm, de Ostrovsky, no Shakespeare’s Globe. No ano seguinte, veio Venus, onde interpretou em o doentio objeto de interesse do ator moribundo. Nesse mesmo ano, 2006, ela se casou com o ator de Hollywood, Christian Contreras, que conheceu na escola de teatro. Eles têm uma filha há três anos, mas nunca revelaram o nome dela.

Ela esteve em dois filmes de St. Trinian, mas deve ser dito que um leve toque cômico não é seu dom. Era foi perturbada Beth de Broadchurch; a mortal heroína de Sófocles em Antígona na National. Em Trust Me, uma enfermeira fingindo ser médica, e vivia em constante medo de ser descoberta. Para os dois filmes mais recentes, ela foi indicada para prêmios. Em Journeyman interpretou a esposa de um boxeador com danos cerebrais. Quando o personagem de Paddy Considine, bateu nela, tive que parar de assistir.

Toda essa prática pode, suponho, torná-la uma boa opção para os Doutores modernos, cuja sagacidade mal disfarça sua angústia em ser um refugiado de seu planeta natal, seus conflitos em torno de seu celibato e seu medo de perder sua identidade à medida que a regeneração se aproxima. Essa é sua Doutora?

“Acho que há momentos de aflição, mas sinto que a maneira como entro no papel é com os olhos abertos e as luzes acesas. Você tem cinco anos e está em uma caverna escura e a luz continua e você vê todas as cores, texturas e formas. Que excitante isso seria! Queria que fosse como uma lâmpada acesa quando o Doutor se regenera e volta, deslumbrado com a beleza de tudo e vendo isso em coisas que nem sempre são óbvias; e saber quando ficar com medo, mas usando esse medo para se esforçar, não se restringir.”

E sobre romance a bordo? Ela será acompanhada em suas viagens por três novos companions, ou “amigos”, como a série prefere agora. Dois deles são mais jovens que são interpretados por atores recentes de Hollyoaks, o terceiro é mais velho interpretado por Bradley Walsh, o ator e apresentador de game-show. Presumo que as várias diferenças de idades impedirão a tensão sexual que gerou calor ao redor do Doutor de David Tennant e Rose Tyler, de Billie Piper.

“Somos um grupo de amigos nesta temporada”, diz ela com firmeza.

Ninguém está a fim de ninguém?

“Não. Mas nós nos amamos.”

E, além disso, por causa do voto de silêncio, ela pode me contar muito pouco sobre os nove meses que passou filmando sua primeira temporada no País de Gales, exceto que foi a filmagem mais divertida que já teve no set e também a mais difícil. Ao final das filmagens, ela fez um pequeno discurso e arriscou algumas palavras em galês. Dá a forte impressão de que ela teve poucas falhas no set.

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Na tarde seguinte, no escritório de pós-produção em Soho, me encontrei com Chris Chibnall, quem havia criado a Doutora de Jodie. Um simpático e divertido colega vindo de Formy, perto de Liverpool. Ele me lembra muito Russel T Davies, o gênio fofo galês que trouxe Doctor Who de volta em 2005, do que seu antecessor, Moffat, o brilhante, mas agitado escocês. Ele é, como Whittaker diz, um verdadeiro whovian. Nascido na era de Jon Pertwee, na década de 70, mas tendo passado seus anos do primário encantado com um dos maiores Doutores, Tom Baker. Em 1986, com 16 anos, ele apareceu no programa da BBC para fãs da série, Open Air, como representante da Sociedade dos Apreciadores de Doctor Who. Foi no ano em que Colin Baker perdeu seu trabalho.

Naquela época, Chibnall não reconhecia a qualidade do programa. Mas atualmente ele reconhece. Apesar das avaliações de Doctor Who terem caído drasticamente nos últimos dois anos, ele só tinha elogios a Moffat. “Steven fez alguns dos episódios mais extraordinários da história de Doctor Who, com dois doutores fantásticos, e diversos companions maravilhosos que se transformaram em artistas famosos pelo mundo.”

A possibilidade dos expectadores rejeitarem uma Doutora nunca foi uma grande preocupação para a BBC. Ele diz que se o estúdio não tivesse compartilhado a visão dele de mudança de gênero do Doutor, talvez tivesse desistido do trabalho.

“Foi combinado que quando chegasse o momento em que Peter Capaldi decidisse que era hora de ir, então nós deveríamos seguir esse caminho. Esse foi literalmente o único debate. Nem chegou a ser uma discussão. Eu disse o que pensava, eles concordaram, e Charlotte (Moore, chefe de TV da BBC) também concordou.”

E qual é a vantagem de ser uma mulher?

“Eu não acho que seja uma vantagem. Acho que apenas é o momento certo. Cada cena torna-se nova de uma forma diferente, mas o Doutor não muda sua personalidade. Todas as falar dela poderia ser ditas por um ator, com exceção de uma ou duas piadas. É muito difícil pensar em uma longa lista de decisões que o Doutor tomou, ao longo desses 55 anos, baseado no fato de ser homem.”

Então nós voltamos a Whittaker e nos motivos de ter conquistado o papel. Ele se lembra da leitura dela para Broadchurch e como ela parecia verdadeira. Mas após conhecê-la melhor, ele descobriu que ela não era apenas ótima com os dramas, mas também com comédia.

“Nós não tínhamos percebido isso, e parte disso é culpa minha porque por cinco anos ela esteve sofrendo em Broadchurch. Mas você a conheceu. Ela é cheia de vida. Ela é divertida. Ela é uma força da natureza. Ela é uma das pessoas mais interessantes em uma sala. Assim que a cena acaba, ela está brincando e rindo.”

Depois de sua primeira audição – “Ela nos deixou extremamente empolgados” – o grande medo de Chibnall era confirmar que ele estava vendo o que esperava de sua amiga. Então ele deu a ela as cenas que ela gravou do iPhone em Glasgow.

“Ela contou para vocês que construiu até um cenário?”

Não!

“Havia apenas uma cena em que o Doutor desativava uma bomba prestes a explodis. Eu pensei: Sei que ela é capaz de expressar emoções. Sei que ela pode fazer a cena com humor e energia. Será que ela conseguiria usar o vocabulário técnico? Então ela construiu um cenário. Para fazer a cena, ela arrumou uma caixa com arames saindo dela. Jodie realmente se esforçou pelo papel.”

Quando ela conseguiu o papel, Piers Wenger, chefe da série na BBC, a chamou para conversar – uma vez Doutora, você sempre será a Doutora, e “tudo de terrível que isso possa significar”. Whittaker então foi se aconselhar com os ex-Doutores, dos quais felizmente ainda temos nove (apenas os primeiros três, Hartnell, Patrick Troughton e Pertwee faleceram), começando com ligações para Capaldi, Tennant e Christopher Eccleston.

“Acho que cada um deu a ela conselhos diferentes, mas sei que todos disseram que não teriam escolhido diferente.”

Os Doutores aceitaram fácil o novo gênero do Doutor?

“Os Doutores ficaram fascinados por ser Jodie Whittaker.”

A angústia passou?

“Cada Doutor precisa percorrer a sua própria jornada. Acho que o Doutor de Peter veio ao mundo se perguntando ‘Eu sou um bom homem?’ e questionando internamente a sua própria identidade. A Doutora da Jodie é definitivamente mais voltada para o lado externo.”

Essa temporada precisava olhar para essa direção, também. Nos últimos anos, Doctor Who pareceu sempre preso pela sua própria história. Como um caso para analisar, o último episódio de Capaldi e Moffat, com a participação de David Bradley no papel do primeiro Doutor de Hartnell. Será um desafio para os novos expectadores, tanto quanto será para os fãs mais antigos que, às vezes, se perdem em alguns arcos recorrentes de personagens como River Song. Chibnall afirma que não terá mais River, nem Missy, nem Paternoster Gang. Nós temos um novo começo com quatro novos amigos e, ousando ter um novo inimigo em cada um dos dez episódios. Sem Daleks. Sem Cybermen. Sem Weeping Angels.

“Eu quero que este seja um ano para atrair a audiência das novas gerações para Doctor Who.”

A Doutora de Whittaker será para eles, promete, e não importa se comece a ver no quinto ou nono episódio, a história será entendida. Essa parece ser uma boa forma de parar a queda de audiência.

“Nós não estamos preocupados com isso agora. ‘Você tem que enfrentar esses números,’” ele afirma, mesmo sabendo que provavelmente outras pessoas na BBC estejam preocupadas com a audiência.

E sobre a série mudar o dia tradicional de exibição, do Sábado para o Domingo, solucionando assim o enorme problema de o programa Strictly Come Dancing fazia com que Doctor Who fosse exibido praticamente na hora em que as crianças deveriam ir para a cama?

“Acho que você prefere estar na melhor noite da semana. Certamente há coisas que estão acima do meu cargo, para ser sincero, mas há muitos bons horários. Se estão me pressionando sobre a audiência? Não. A única cobrança é que a série seja feita com qualidade.”

Em relação a pressão sobre a Jodie Whittaker, ela ficou surpresa quando contei que dois dos seus antecessores foram demitidos. Ela acha que as coisas são mais “orgânicas” agora, e por isso ela e Chibnall apresentam a necessidade natural de haver uma mulher no papel principal.

“Nós estamos em um período com muitas divisões. Penso que o Doutor é uma esperança para união e inclusão,” afirma Chibnall. “Antes da primeira cena, a equipe estava toda espalhada e então Jodie começou a atuar, e todos foram para o monitor assistir. Eles me olharam e disseram ‘Ela é a Doutora! ’ Eu espero que o público reaja da mesma forma. Se eles ainda não sentem isso, vão sentir até o final do primeiro episódio.”

Doctor Who retorna aos domingos, na BBC One, em 7 de outubro.

Fonte: The Times Magazine

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